SUBSTITUIÇÃO DE CORREIAS E VELAS

Sempre que tal foi possível, os intervalos recomendados foram compilados com base em informação do fabricante do veículo. Nos poucos casos em que o fabricante não recomenda intervalos de substituição, a decisão de substituir a correia tem de ser tomada com base em evidência recolhida através de um exame do estado da correia muito rigoroso.

A correia é de origem ou é uma correia de substituição?
Qual foi a última vez que a correia foi substituída? A substituição foi feita à quilometragem correcta?
Conhece-se a história da assistência do veículo?
O veículo foi conduzido sob condições difíceis que possam exigir intervalos de substituição mais curtos?
O estado geral dos outros componentes do comando do veio de excêntricos como, por exemplo, o tensor, polias e outros componentes auxiliares accionados pela correia da distribuição (tipicamente a bomba de água), é suficientemente bom para garantir que a vida útil da correia de substituição não vai ser afectada?
Se o estado da correia lhe parecer bom, tem a certeza de que esta não vai falhar antes da próxima revisão?
Já considerou as consequências da falha da correia? A falha da correia pode resultar em danos consideráveis, acarretando despesas avultadas.
O custo de substituir a correia como parte de uma revisão de rotina poderá representar apenas 5 a 10% do custo de uma reparação resultante da falha da correia. Assegure-se de que o seu cliente está ciente das consequências.
Se tiver dúvidas relativamente ao estado da correia, SUBSTITUA-A.

A substituição das velas

A substituição das velas de ignição, por exemplo, é uma das dúvidas desta semana. Agora, se quer descobrir o que é centralina, multiplexagem e central elétrica e para que servem, aqui estão as respostas. Confira:

De quanto em quanto tempo eu preciso substituir as velas do meu carro? Como perceber quando estão ruins?
– Oliseu Lelis Garcia
O ideal é verificar as velas a cada 10 mil quilômetros, mas caso seu carro apresente dificuldade de partida, falha em marcha lenta, aumento do consumo ou perda de desempenho, entre outros problemas, é bom verificar as velas imediatamente. Todas essas anomalias podem ser originadas por falha nessa peça que é a responsável por produzir a faísca que origina a combustão do motor a álcool e gasolina. Para identificar uma vela em péssimas condições é necessária prática, mas aqui vão algumas dicas:

Final de vida útil: a coloração da vela fica marrom, cinza, castanho, levemente amarelada e com folga entre os eletrodos;

Carbonização: a ponta da vela fica totalmente coberta com resíduos de carvão e a ponta ignífera da vela apresenta brilho oleoso, úmido e preto;

Superaquecimento: a ponta do isolador (parte de cerâmica) fica esbranquiçada, vitrificada om grânulos ou pontos pretos na superfície;

Isolador trincado: quebras, trincas ou inclinação na parte superior do isolador cerâmico das velas de ignição podem caracterizar trinca interna (não visível);

Encharcamento: ponta ignífera da vela encharcada de combustível;

Excesso de torque: ruptura na rosca ou na canaleta e deformações excessivas tanto na arruela de vedação quanto no encaixe sextavado para a chave de vela.

Vale ressaltar que a vela de ignição é rosqueada no motor do carro, o que exige muito cuidado para retirar e colocar no lugar, além do aperto correto, o que mais uma vez exige pessoa qualificada para o procedimento. A vida útil é estipulada pelo fabricante do automóvel. Pode acontecer de uma vela com a mesma característica ser empregada em carros diferentes e os fabricantes apontar prazos diferentes. Na prática quem vai lhe indicar o momento certo vai ser mesmo o mecânico.

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